Europa: Portugal, França, Espanha, Bélgica e Holanda. E na América Latina: México, Chile e Argentina.
   Filho de José Ramos Torres de Melo e de Edith de Freitas Torres de Melo, José Ramos Torres de Melo Filho nasceu no dia 29 de janeiro de 1931, em Fortaleza. Casado, em regime de comunhão de bens, com Maria Acácia Figueiredo Torres de Melo, com quem teve quatro filhos: Vânia, Acácia Maria, José Ramos e Henrique.
   Questionado sobre as realizações mais importantes de sua vida, cita a “construção de uma família da qual se orgulha”, a conciliação entre atividades empresariais, filantrópicas e de caráter público, além de liderar pessoas.
   Entre os principais fatos vivenciados ao longo de sua trajetória, destaca: ter integrado a equipe de fundação do 1ş Grupamento de Engenharia de Construção, a vida de Oficial de Engenharia nos sertões nordestinos, a seca de 1958, onde teve oportunidade de participar mais de perto do drama do sertanejo. A participação, em 1963, nas inúmeras Assembléias do Clube Militar, Naval e da Aeronáutica, insurgindo-se contra o descalabro reinante no governo do Presidente João Goulart, que redundou em sua prisão por 30 dias, pelo então Ministro da Guerra. Um outro fato que considera importante, foi a sua participação na administração do governo César Cals, com a qual colaborou de maneira efetiva. Também destaca a sua atuação junto ao Congresso Nacional, durante um período de mais de três anos, representando a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na defesa dos proprietários rurais, no que tange às renegociações de seus débitos
agrícolas contraídos ao amparo dos fundos constitucionais de financiamentos, trabalho esse que resultou em grandes benefícios para a categoria dos produtores rurais, mutuários das instituições financeiras.
   Leitor compulsivo de revistas e jornais, está sempre atento e informado, devorando sem dificuldades os livros técnicos. É amante da literatura nacional e estrangeira e de biografias de vultos históricos, além de discursos dos grandes tribunos. Sobre a formação da nacionalidade brasileira aprecia: “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freire e “Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda. Deleita-se com as poesias de Castro Alves e dos grandes poetas, condoreiros nacionais e com “A Ceia dos Cardeais” de Júlio Dantes. É admirador da prosa de Machado de Assis e José de Alencar e, entre os autores mais recentes, aprecia Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Leon Uris, dentre outros. Recomenda, hoje, a leitura de “Menos do que Um”, de Joseph Brodsky, e “O Trato dos Viventes”, de Luiz Filipe de Alencastro.
   E, para um líder nato, é claro, não podem ser esquecidas algumas frases célebres, costumeiramente citadas e seguidas por ele próprio, como: “Covardia é desistir sem lutar e a pior derrota é a de quem não lutou”; “A cortesia é a única hipocrisia perdoável, porque é recíproca”; “Somente a verdade é duradoura e até eterna” e “Somente o amor constrói para a eternidade”. Mas a que mais o identifica, sem dúvidas, é a seguinte: “Antes uma iniciativa errada do que uma indecisão”. Por tudo isso, José Ramos Torres de Melo Filho é uma das grandes “Forças Vivas do Ceará”.